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Concentração de radicais livres pode provocar infertilidade
19/11/2008 - Musculação - Quaero Brasil
 

Fatores como qualidade de vida, alcoolismo e tabagismo provocam o estresse oxidativo
Em algumas situações, a concentração de radicais livres aumenta de forma desordenada no organismo. Tal alteração recebe o nome de estresse oxidativo e pode levar à infertilidade. "O distúrbio surge devido a reações do organismo provocadas por fatores como processos infecciosos, alimentação inadequada, depressão, tabagismo, alcoolismo, poluição, uso de drogas, entre outros", detalha a bióloga Íris Cabral, da Clínica Genesis, em Brasília. A especialista afirma ainda que esse tipo de estresse pode estar relacionado ao aparecimento de outras patologias como câncer, diabetes e envelhecimento precoce.

Segundo Íris, a produção de radicais livres pelo organismo é algo natural. Só passa a ser um distúrbio quando há um desequilíbrio entre os agentes pró-oxidantes e os mecanismos antioxidantes de defesa do organismo. O aumento descontrolado de moléculas de oxigênio - que compõem os radicais livres - modifica os meios intra e extracelulares e causam lesões múltiplas em estruturas do sistema imunológico, atingindo diretamente a capacidade reprodutiva.

Após avaliação criteriosa do paciente, a conduta terapêutica pode incluir desde a simples orientação de dieta balanceada, eliminação de agentes agressores e hábitos de vida saudáveis até o uso de substâncias antioxidantes como vitaminas A, C e E, oligoelementos, dentre outros.

Para o homem, o distúrbio pode afetar a concentração e a motilidade do espermatozóide e, conseqüentemente, a habilidade fecundante. Isso acontece porque o espermatozóide tem capacidade limitada para defender-se da agressão oxidativa. A Sociedade Brasileira de Reprodução Humana indica que 40% dos homens inférteis têm geração excessiva de substâncias oxigênio-reativas.

Para a mulher, o estresse oxidativo parece se relacionar com algumas patologias conhecidas, como endometriose, falhas na produção de óvulos, problemas na fecundação e até abortos espontâneos. "Descobrir a origem do distúrbio é imprescindível e muitos casos de alterações reprodutivas podem ser revertidos após tratamento adequado", encerra Íris Cabral.

Íris Cabral
Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Goiás. É chefe do Laboratório de Reprodução Assistida da Genesis - Centro de Assistência em Reprodução Humana

 
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