Parceria tem o objetivo de instruir os treinadores a reverter possíveis casos de paradas cardiorrespiratórias durante a prática de atividades físicas
O HCor - Hospital do Coração acaba de fechar uma parceria com a academia Runner com o objetivo de orientar os professores de suas 14 unidades para reconhecer e proceder corretamente em um atendimento emergencial, em possíveis casos de paradas cardiorrespiratórias, durante a prática de atividades físicas.
Cerca de 360 professores receberão orientação no atendimento à parada cardíaca, bem como na manipulação do DEA - desfibrilador externo automático, aparelho que é obrigatório em academias, mas que poucos sabem como utilizá-lo.
O curso terá a duração total de quatro horas, sendo uma dedicada à teoria e outras três à parte prática e mais de 10 profissionais do HCor envolvidos. "Em casos de paradas cardiorrespiratórias, o atendimento imediato é extremamente importante, pois a cada minuto passado, as chances de sobrevivência diminuem progressivamente em 10%. Por isso, é fundamental ter uma equipe treinada que possa dar o primeiro atendimento ao indivíduo, ainda no local do fato", explica o enfermeiro Antonio Cláudio Oliveira, responsável pela equipe de treinamento do HCor.
Prevenção
É fundamental que o esportista procure um bom médico antes de iniciar qualquer atividade física a fim de receber uma orientação ideal para cada tipo físico e não exagerar nos exercícios, além de incluir precauções na rotina, como evitar postura inadequada, pois podem prejudicar o sistema articular do corpo.
Significante também é a questão da alimentação, pois a reeducação alimentar, a eliminação do excesso de gordura, a inclusão de frutas e a hidratação antes, durante e depois da prática esportiva, completam as ações preventivas.
Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2005 a cada 100 mil óbitos no Brasil, 84.945 foram causados por doenças do coração. Desse número, 28,76% refere-se ao Estado de São Paulo. Na população jovem, entre pessoas com idade de 20 a 40 anos, o número de infartados representa 12% dos casos, sendo que há dez anos, essa representação era de 6%. |